Imagem de Santana do Paraíso, Minas Gerais

Santana do Paraíso

Minas Gerais · Sudeste · gentílico: paraisense

Santana do Paraíso é um município em Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 44.800 habitantes em 276,1 km², o que dá 162,3 habitantes por km². É o 78º mais populoso de Minas Gerais (entre 853 com dados) e o 729º do Brasil. Pertence à microrregião de Ipatinga, na mesorregião Vale do Rio Doce, e à região geográfica imediata de Ipatinga. Em linha reta, fica a cerca de 159 km de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Em números

População
44.800
Censo 2022
Área
276,1 km²
Censo 2022
Densidade
162,3 hab/km²
Censo 2022
Posição
78º em MG
729º no Brasil, por população

De onde vem o nome

O que diz o registro oficial

  • Distrito criado com a denominação de Ipanema, pela Municipal n.º 26, 16-11-1892, subordinado ao município de Itabira.
  • Elevado à categoria de município com a denominação de Santana do Paraíso, pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27-04-1992, desmembrado de Mesquita.

Trechos da formação administrativa do município, publicada pelo IBGE.

Quem nasce em Santana do Paraíso é paraisense, segundo o IBGE.

História

De região inóspita a um município industrializado, Santana do Paraíso é considerado o “caçula” da Região Metropolitana do Vale do Aço. Apesar de ter se emancipado somente em 1992 (dia 28 de abril), a cidade guarda muitas histórias e é um exemplo da luta dos desbravadores que chegaram à região alguns séculos atrás.

No reinado de Dom João VI, a atual cidade de Santana do Paraíso era uma região inóspita, que foi entregue às autoridades portuguesas como parte do projeto de “civilização” dos nativos Nack-ne-nuck, índios descendentes dos Aimorés, do grupo Tapuia e do tronco linguístico Macro-Jê.

Em 1809, Dom João VI determinou a ocupação dessa região por tropas nacionais e, na divisão, as terras do município passaram a pertencer à 1ª Divisão Militar do Rio Doce. Essa Região Militar foi entregue a Antônio Rodrigues Taborda, que comandava ações de ocupação de terra e combatia a resistência dos índios, apelidados de “botocudos” devido aos ornamentos que utilizavam, principalmente nos lábios.

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A administração das Regiões Militares, porém, revelou-se um grande fracasso. Conforme o historiador Osvaldo Aredes Louzada Filho, a maior dificuldade na época era encontrar homens para adentrar a densa mata, enfrentar os índios e a febre, o que fez com que o rei de Portugal reestruturasse as Divisões Militares, nomeando o francês Guido Marliére como administrador geral do Rio Doce, a partir de 1819.

O historiador sustenta que o processo de ocupação de Santana do Paraíso é mais antigo que o dos demais municípios do Vale do Aço. O território da margem esquerda do rio Doce (a oeste do rio) esteve ligado diretamente à fase áurea da mineração em Minas Gerais, e tinha no município de Ferros – ao qual o então distrito de Sant’Anna pertencia, entre 1892 e 1923 – uma referência para os moradores da região.

No final do século XIX, o local onde se construiu a cidade não passava de um ponto de tropeiros que faziam a rota ligando a região do Calado, atual Coronel Fabriciano, ao município de Ferros. As tropas, vindas geralmente de Antônio Dias, passavam pelo Calado e por Barra Alegre (atual distrito de Ipatinga), e, para seguir até o Achado, tinham que passar pelo então povoado de Taquaraçu, subindo a Serra do Chico Lucas e seguindo viagem em direção a Ferros.

A cachoeira do Engelho Velho, ou Taquaraçu, no centro da cidade, próximo ao local onde hoje se situa o prédio da Prefeitura Municipal, era a preferida pelos tropeiros para o seu descanso. Ao longo dos anos as tropas foram aumentando, e a margem da cachoeira acabou se transformando num importante centro comercial.

De acordo com Osvaldo Aredes, os tropeiros foram os principais responsáveis pelo ciclo econômico de Santana do Paraíso, que atualmente possui várias indústrias e o único aeroporto do Vale do Aço. As cachoeiras eram – e continuam sendo, alguns séculos depois – o ponto de referência mais significativo da região, “comprovando, assim, o privilégio de possuir recursos naturais mais significativos que os municípios vizinhos”.

A “Fazenda da Cachoeira do Engenho” teria sido o primeiro centro comercial de Santana do Paraíso, com moinho e máquinas de limpar café e arroz. Logo surgiram outros armazéns de cereais e novos moradores começavam a chegar, motivados principalmente pela beleza do lugar e pela fartura da caça e da pesca.

O primeiro nome da cidade, Taquaraçu, homenageava um tipo de vegetação muito comum, e que significa “grande bambu”. O território do atual município pertenceu antes à Itabira do Mato Dentro, e foi elevado a distrito em 1892.

No início do Século XX, com a chegada da Estrada de Ferro Vitória Minas, a região passou a experimentar um grande crescimento demográfico, com o aumento considerável de fazendeiros e de produtores rurais que sonhavam escoar a produção agrícola pelo caminho de ferro em direção a Itabira e a Figueira do Rio Doce (atual Governador Valadares).

A linha férrea passava pelo “Porto do Sal”, atual bairro de Ipaba do Paraíso, que se transformou num grande entreposto comercial no final do século XIX. Nessa época, em vez dos tropeiros, destacavam-se os boteiros, responsáveis pelo transporte de mercadorias, que atendiam, ainda, todo o extenso município de Caratinga.

Depois de construída a ferrovia, o atual bairro conhecido como Ipabinha ganhou mais importância comercial. Foi dali que partiram os homens que construiriam a Estação de Pedra Mole, que depois daria origem ao município de Ipatinga.

Em 1923, Minas Gerais sofreu uma nova subdivisão territorial, e o então distrito de Conceição de Mato Dentro foi anexado ao município de Mesquita. Nesse período, Santana do Paraíso local viveu uma fase de estagnação, até a chegada da siderurgia à região, primeiro com a construção da Acesita, em meados dos anos 40, e depois da Usiminas, no final dos anos 50. No território de Santana do Paraíso foi construído o aeroporto da Usiminas, juntamente com o Distrito Industrial, que hoje abriga um grande número de empresas às margens da BR-381.

A partir da sua emancipação, no dia 28 de abril de 1992, Santana do Paraíso começou a viver mais um ciclo econômico, com aumento do número de indústrias e um grande crescimento da sua área urbana, através da formação de novos bairros e loteamentos feitos por empresas do setor imobiliário.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Ipanema, pela Municipal n.º 26, 16-11-1892, subordinado ao município de Itabira.

Pela Lei Estadual n.º 556, de 30-08-1911, o distrito de Ipanema tomou o nome de Santana do Paraíso e foi transferido do município de Itabira para o de Santana dos Ferros.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Santana do Paraíso (ex-Ipanema) figura no município de Santana dos Ferros.

Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de I-IX-1920.

Pela Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, o distrito de Santana do Paraíso foi transferido do município de Ferros (ex-Santana dos Ferros) para o novo município de Mesquita.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Santana do Paraíso figura no município de Mesquita.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o distrito de Santana do Paraíso permanece no município de Mesquita.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1991.

Elevado à categoria de município com a denominação de Santana do Paraíso, pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27-04-1992, desmembrado de Mesquita. Sede no antigo distrito de Santana do Paraíso. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1993.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1993, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2022.

Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: SANTANA DO PARAÍSO (MG). Prefeitura. Disponível em: https://www.santanadoparaiso.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/historia-do-municipio/16979. Acesso em: 16 out. 2023. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.

Fatos e datas

Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Santana do Paraíso, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.

  1. 1809

    Em 1809, Dom João VI determinou a ocupação dessa região por tropas nacionais e, na divisão, as terras do município passaram a pertencer à 1ª Divisão Militar do Rio Doce.

  2. 1819

    Conforme o historiador Osvaldo Aredes Louzada Filho, a maior dificuldade na época era encontrar homens para adentrar a densa mata, enfrentar os índios e a febre, o que fez com que o rei de Portugal reestruturasse as Divisões Militares, nomeando o francês Guido Marliére como administrador geral do Rio Doce, a partir de 1819.

  3. 1892

    Distrito criado com a denominação de Ipanema, pela Municipal n.º 26, 16-11-1892, subordinado ao município de Itabira.

  4. 1892

    O território da margem esquerda do rio Doce (a oeste do rio) esteve ligado diretamente à fase áurea da mineração em Minas Gerais, e tinha no município de Ferros – ao qual o então distrito de Sant’Anna pertencia, entre 1892 e 1923 – uma referência para os moradores da região.

  5. 1892

    O território do atual município pertenceu antes à Itabira do Mato Dentro, e foi elevado a distrito em 1892.

  6. 1911

    Pela Lei Estadual n.º 556, de 30-08-1911, o distrito de Ipanema tomou o nome de Santana do Paraíso e foi transferido do município de Itabira para o de Santana dos Ferros.

  7. 1923

    Pela Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, o distrito de Santana do Paraíso foi transferido do município de Ferros (ex-Santana dos Ferros) para o novo município de Mesquita.

  8. 1923

    Em 1923, Minas Gerais sofreu uma nova subdivisão territorial, e o então distrito de Conceição de Mato Dentro foi anexado ao município de Mesquita.

  9. 1992

    Elevado à categoria de município com a denominação de Santana do Paraíso, pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27-04-1992, desmembrado de Mesquita.

  10. 1992

    Apesar de ter se emancipado somente em 1992 (dia 28 de abril), a cidade guarda muitas histórias e é um exemplo da luta dos desbravadores que chegaram à região alguns séculos atrás.

  11. 1992

    A partir da sua emancipação, no dia 28 de abril de 1992, Santana do Paraíso começou a viver mais um ciclo econômico, com aumento do número de indústrias e um grande crescimento da sua área urbana, através da formação de novos bairros e loteamentos feitos por empresas do setor imobiliário.

Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.

Curiosidades

  • Altitude

    A sede do município fica a 270 metros de altitude, segundo o Wikidata.

  • Aeroporto

    Tem aeroporto com voos regulares a cerca de 13 km do centro: IPN.

Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.

O que ver e fazer

Sugestão de roteiro com 1 lugar de Santana do Paraíso e 11 em municípios vizinhos, até 50 km do centro. A ordem segue a proximidade, não uma avaliação de pessoas.

Dia 014 paradas · cerca de 16 km em linha reta entre elas
  1. Igreja Matriz de Santana do ParaísoIgreja

    A poucos metros do centro de Santana do Paraíso (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Pedra BrancaPatrimônio natural

    Em Ipatinga. A 5,4 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Parque IpanemaPatrimônio histórico

    Em Ipatinga. A 8,9 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Estação Pouso de Água LimpaEstação ferroviária

    Em Ipatinga. A 1,4 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Dia 024 paradas · cerca de 13 km em linha reta entre elas
  1. Estação Pedra MoleEstação ferroviária

    Em Ipatinga. A 2,7 km da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Em Ipatinga. A 6,4 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Colégio AngélicaPatrimônio histórico

    Em Coronel Fabriciano. A 5,9 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Em Coronel Fabriciano. A 0,4 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Dia 034 paradas · cerca de 19 km em linha reta entre elas
  1. Em Coronel Fabriciano. A poucos metros da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Em Coronel Fabriciano. A 0,2 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Em Coronel Fabriciano. A 1,2 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Em Dionísio. A 18 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Lugares do Wikidata (CC0), de tipos como igrejas, museus, praças, monumentos, parques e cachoeiras, com artigo na Wikipédia, foto ou proteção de patrimônio. Não há horários, preços nem avaliação de acesso: confirme na prefeitura antes de ir. Distâncias em linha reta, não de estrada.

Onde fica

Estado
Minas Gerais (MG), região Sudeste
Mesorregião
Vale do Rio Doce
Microrregião
Ipatinga
Região imediata
Ipatinga
Código IBGE
3158953
Coordenadas
-19.3647, -42.5494
Capital
Belo Horizonte, a cerca de 159 km em linha reta
Aeroporto
Aeroporto Usiminas (IPN), a cerca de 13 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports

Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.

O mapa carrega quando você chega aqui.

Os números no mapa são as paradas do roteiro. Mapa © colaboradores do OpenStreetMap.

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Sobre estes dados

Esta página é um perfil do município, montado com dados abertos e sem avaliação de pessoas: o roteiro é uma sugestão automática por proximidade, a história é o texto do IBGE e as curiosidades são comparações calculadas. Guias de viagem revisados, com fontes, existem para as cidades em Destinos.

  • População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
  • História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
  • Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
  • Aeroportos: OurAirports (domínio público).
  • Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
  • Dados reunidos em 21 de out de 2026.

Foto: HVL (CC BY 4.0), via Wikimedia Commons.