Imagem de Mercês, Minas Gerais

Mercês

Minas Gerais · Sudeste · gentílico: mercesano

Mercês é um município em Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 10.373 habitantes em 348,3 km², o que dá 29,8 habitantes por km². É o 354º mais populoso de Minas Gerais (entre 853 com dados) e o 2.962º do Brasil. Pertence à microrregião de Ubá, na mesorregião Zona da Mata, e à região geográfica imediata de Ubá. Em linha reta, fica a cerca de 154 km de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Em números

População
10.373
Censo 2022
Área
348,3 km²
Censo 2022
Densidade
29,8 hab/km²
Censo 2022
Posição
354º em MG
2.962º no Brasil, por população

História

Os primitivos habitantes da região, até fins do século XVII, eram índios da tribo dos goitacases, senhores do Rio Paraíba e seus afluentes. Forçados pelo avanço da civilização ou por fatores outros, foram esses primitivos habitantes subindo em direção às nascentes do rio, dispersando-se em aldeamentos vários. Os primeiros desbravadores a travar conhecimento com esses indígenas denominaram-nos croatas, caiapós e pombas. Esse último nome coube às tribos que se adornavam com penas dessas aves e estendeu-se a toda a região, inclusive ao rio que, ainda hoje, é por ele conhecido.

″Região do Pomba″ foi, pois, a primeira denominação a abranger todo o extenso território onde surgiu o município de Pomba, do qual o povoado de Mercês veio a ser distrito, em 1841. Dos primeiros moradores brancos a se fixarem no distrito de Nossa Senhora das Mercês do Pomba, guardou a tradição o nome de um tal Vieira, aparentado com dois fundadores da cidade de Pomba, do mesmo sobrenome Vieira. Teria esse primeiro morador vindo à região atraído pela fama da existência de jazidas minerais; ao chegar, pernoitou à margem do rio Paciência, tendo sido então surpreendido pelos indígenas que lhe levaram toda a bagagem, inclusive a roupa do corpo, deixando-o qual novo Adão, naquele paraíso agreste. Mas, mesmo pelas contingências do momento, teve o branco de reagir às circunstâncias e o fez construindo a primeira morada, passando a integrar-se no sistema de vida do gentio, inclusive casando-se com algumas índias.

Foi ele o construtor da primeira capela, templo este, porém, destruído, posteriormente pelos próprios indígenas que julgaram a construção responsável por violenta epidemia que dizimava as tribos. Vieira reconstruiu a igrejinha e nela foi rezada missa pelo padre Manoel de Jesus Maria, cerca de cinqüenta anos depois.

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Em 1767, o capitão-general Luís Diogo Lobo da Silva, governador da capitania, teve de conseguir um sacerdote que se encarregasse da catequese dos índios do rio Pomba, o que não foi de todo o fácil, dado o estado de ânimo sempre irritado daqueles gentios contra os invasores. A solução foi encontrada na pessoa do padre Manoel de Jesus Maria, brasileiro. Tendo recebido Alvará do Governo e Provisão da Cúria, que lhe davam autoridade civil e eclesiástica em todas as terras do índios Pomba, deixou Vila Rica em fins de novembro de 1767, acompanhado de um curador de índios e oito índios domésticos.

A pequena comitiva veio a cavalo até Guará-Piranga, onde deixaram os animais por não haver estradas. Daí ao termo da viagem, à taba central dos índios Pomba, conduziram a carga às costas, através da mata virgem. O jovem padre fundou então seu centro de catequese, de onde irradiou suas atividades por 44 anos, erigindo dezenas de aldeias, das quais algumas progrediram e tornaram-se, mais tarde, núcleo que deram origem às cidades de Pomba, Guarani, Rio Novo, Rio Branco, Ubá, Lima Duarte, São João Nepomuceno, São José do Além-Paraíba, Cataguases, Alto Rio Doce, e Mercês. Esse apóstolo morreu no dia 9 de dezembro de 1911. Padre Manoel de Jesus Maria, portanto, foi o primeiro a impulsionar, conscientemente, a fundação do município de Mercês.

Dos fatos mais característicos da história do município, há a registrar o de ter recebido a visita de um Presidente da Província que, ao despachar um ato de nomeação, mandou que o mesmo fosse iniciado com os dizeres, ″Palácio do Governo da Província de Minas Gerais, em Mercês do Pomba, aos sete de dezembro do ano da graça de 1856, etc.″, o que conferiu à vila o privilégio de capital da Província, por um dia, e prova a importância da povoação, já naqueles tempos. Outro episódio que demonstra essa importância foi a comemoração do centenário da primitiva capelinha local, no dia 24 de setembro de 1869, com a presença de vultos de importância na vida nacional, podendo ser citados os nomes de Mariano Procópio Ferreira Lages e Honório Ferreira Armond, mais tarde barão de Pitangui.

O povoado que, em 1801, era insignificante, foi elevado à freguesia em 1841. Com o advento da República, Mercês teve o seu primeiro Conselho distrital, eleito pelo povo, cabendo a presidência do mesmo ao Dr. Fernandes Teixeira de Souza Magalhães.

O município teve o seu serviço postal regular instalado em 1858; seu primeiro Grupo escolar data de 1917; um ramal de estrada de ferro, ligando o município a Palmira, em 1914; Telégrafo Nacional, água potável e iluminação elétrica em 1918.

Distrito criado com a denominação de Mercês, pela Lei Provincial nº 209, de 07-04-1841, e Lei Estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Pomba.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Mercês, pela Lei Estadual nº 556, de 30-08-1911, desmembrado de Pomba. Sede no antigo distrito de Mercês. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-06-1912.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, a vila é constituída distrito sede.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Mercês, pela Lei Estadual nº 893, de 10-09-1925.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: IBGE. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.

Fatos e datas

Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Mercês, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.

  1. 1767

    Em 1767, o capitão-general Luís Diogo Lobo da Silva, governador da capitania, teve de conseguir um sacerdote que se encarregasse da catequese dos índios do rio Pomba, o que não foi de todo o fácil, dado o estado de ânimo sempre irritado daqueles gentios contra os invasores.

  2. 1767

    Tendo recebido Alvará do Governo e Provisão da Cúria, que lhe davam autoridade civil e eclesiástica em todas as terras do índios Pomba, deixou Vila Rica em fins de novembro de 1767, acompanhado de um curador de índios e oito índios domésticos.

  3. 1801

    O povoado que, em 1801, era insignificante, foi elevado à freguesia em 1841.

  4. 1841

    ″Região do Pomba″ foi, pois, a primeira denominação a abranger todo o extenso território onde surgiu o município de Pomba, do qual o povoado de Mercês veio a ser distrito, em 1841.

  5. 1841

    Distrito criado com a denominação de Mercês, pela Lei Provincial nº 209, de 07-04-1841, e Lei Estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Pomba.

  6. 1869

    Outro episódio que demonstra essa importância foi a comemoração do centenário da primitiva capelinha local, no dia 24 de setembro de 1869, com a presença de vultos de importância na vida nacional, podendo ser citados os nomes de Mariano Procópio Ferreira Lages e Honório Ferreira Armond, mais tarde barão de Pitangui.

  7. 1911

    Esse apóstolo morreu no dia 9 de dezembro de 1911.

  8. 1911

    Elevado à categoria de vila com a denominação de Mercês, pela Lei Estadual nº 556, de 30-08-1911, desmembrado de Pomba.

  9. 1917

    O município teve o seu serviço postal regular instalado em 1858; seu primeiro Grupo escolar data de 1917; um ramal de estrada de ferro, ligando o município a Palmira, em 1914;

  10. 1918

    Telégrafo Nacional, água potável e iluminação elétrica em 1918.

  11. 1925

    Elevado à condição de cidade com a denominação de Mercês, pela Lei Estadual nº 893, de 10-09-1925.

Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.

Curiosidades

  • Altitude

    A sede do município fica a 522 metros de altitude, segundo o Wikidata.

Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.

O que ver e fazer

Sugestão de roteiro com 1 lugar de Mercês e 11 em municípios vizinhos, até 50 km do centro. A ordem segue a proximidade, não uma avaliação de pessoas.

Dia 014 paradas · cerca de 13 km em linha reta entre elas
  1. Fachadas da Antiga Estação Ferroviária (Mercês)Estação ferroviária

    A 0,5 km do centro de Mercês (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Pontilhão da Antiga EFCBPonte

    Em Paiva. A 9,7 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Antiga Cooperativa dos Produtores de LaticíniosPatrimônio histórico

    Em Paiva. A 3,2 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Edificação da antiga Estação Ferroviária (Paiva)Estação ferroviária

    Em Paiva. A poucos metros da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Dia 024 paradas · cerca de 29 km em linha reta entre elas
  1. Casarão na Rua João PereiraPatrimônio histórico

    Em Paiva. A poucos metros da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Capela de Santo Antônio (Aracitaba)Capela

    Em Aracitaba. A 6,5 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Igreja Matriz do Nosso Senhor do Bonfim (Aracitaba)Igreja

    Em Aracitaba. A 0,6 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Igreja Matriz de São Manoel (Rio Pomba)Igreja

    Em Rio Pomba. A 22 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Dia 034 paradas · cerca de 63 km em linha reta entre elas
  1. Edifício do Museu Histórico (Rio Pomba)Museu

    Em Rio Pomba. A poucos metros da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Fachada escadas e telhados da Santa CasaPatrimônio histórico

    Em Rio Pomba. A 0,8 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Em Barbacena. A 62 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Em Barbacena. A 0,8 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Lugares do Wikidata (CC0), de tipos como igrejas, museus, praças, monumentos, parques e cachoeiras, com artigo na Wikipédia, foto ou proteção de patrimônio. Não há horários, preços nem avaliação de acesso: confirme na prefeitura antes de ir. Distâncias em linha reta, não de estrada.

Quem nasceu aqui

Uma pessoa nascida em Mercês, segundo o Wikidata.

Lista do Wikidata (CC0), por local de nascimento declarado. Pode conter erros de cadastro e não é uma lista completa nem uma escolha editorial do site.

Onde fica

Estado
Minas Gerais (MG), região Sudeste
Mesorregião
Zona da Mata
Microrregião
Ubá
Região imediata
Ubá
Código IBGE
3141603
Coordenadas
-21.1939, -43.3408
Capital
Belo Horizonte, a cerca de 154 km em linha reta
Aeroporto
Aeroporto Presidente Itamar Franco (IZA), a cerca de 40 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports

Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.

O mapa carrega quando você chega aqui.

Os números no mapa são as paradas do roteiro. Mapa © colaboradores do OpenStreetMap.

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Sobre estes dados

Esta página é um perfil do município, montado com dados abertos e sem avaliação de pessoas: o roteiro é uma sugestão automática por proximidade, a história é o texto do IBGE e as curiosidades são comparações calculadas. Guias de viagem revisados, com fontes, existem para as cidades em Destinos.

  • População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
  • História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
  • Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
  • Aeroportos: OurAirports (domínio público).
  • Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
  • Dados reunidos em 21 de out de 2026.

Foto: Py4nf (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons.

Brasão: autor não informado (Public domain), via Wikimedia Commons.