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Itabira
Minas Gerais · Sudeste · gentílico: itabirano
Itabira é um município em Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 113.343 habitantes em 1.253,7 km², o que dá 90,4 habitantes por km². É o 25º mais populoso de Minas Gerais (entre 853 com dados) e o 275º do Brasil. Pertence à microrregião de Itabira, na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, e à região geográfica imediata de Itabira. Em linha reta, fica a cerca de 82 km de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Em números
- População
- 113.343 Censo 2022
- Área
- 1.253,7 km² Censo 2022
- Densidade
- 90,4 hab/km² Censo 2022
- Posição
- 25º em MG 275º no Brasil, por população
De onde vem o nome
O que diz o registro oficial
- Distrito criado, com a denominação de Itabira de Mato Dentro, pelo Alvará de 25-01-1827, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, sendo subordinado ao município de Caeté.
- Elevado à categoria de vila, com a denominação Itabira de Mato Dentro, pela Resolução de 30-06-1833, sendo desmembrado de Caeté.
- Elevado à condição de cidade, com a denominação de Itabira, pela Lei Provincial n.º 374, de 09-10-1848.
- Pela Lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, é desmembrado do município de Itabira o distrito de São José da Lagoa, elevado à categoria de município com a denominação de Presidente Vargas.
- Pela Lei Estadual n.º 1.058, de 31-12-1943, o município de Itabira passou a denominar-se Presidente Vargas e o distrito de Aliança passou a chamar-se Ipoema.
Trechos da formação administrativa do município, publicada pelo IBGE.
Quem nasce em Itabira é itabirano, segundo o IBGE.
História
“Descobriram-se, em 1698, as Minas Gerais, (sic) as do Ouro Preto, as do Morro, as do Ouro Branco, as de São Bartolomeu, Ribeirão do Carmo, Itacolomi, Itatiaia, Itabira”, escreve Rocha Pita, em sua “História da América Portuguesa”, citada por Francisco Ignácio Ferreira, em seu “Dicionário Geográfico das Minas do Brasil”, edição de 1885.
Apesar disto, a tradição local dá o ano de 1720 como ponto de partida de sua história, iniciando-se com a aventura de dois mineradores que, encontrando-se no Itambé, e divisando ao longe a característica silhueta do pico mais tarde batizado de “cane”( em que em língua africana, significa “irmãos”), para lá se dirigiram, encontrando ouro nos ribeiros que desciam das encostas.
Os dois mineradores irmãos, Francisco e Salvador Faria de Albanaz, que eram paulistas e descendentes de bandeirantes - os Camargos - voltaram ao ponto de origem em busca de escravos, apetrechos e víveres, retornando ao Caué; não se sabe, ao certo, por quanto tempo desfrutaram sós as minas descobertas, mas a fama correu célebre e não faltaram concorrentes, adquirindo direitos aos primeiros desbravadores, que vieram se fixar nas redondezas. Pequenas cabanas foram surgindo pelas margens dos córregos. Instalavam-se não muitos distantes uns dos outros, que o gentio em torno impunha respeito e, não raro, investia contra os usurpadores de seus direitos naturais, infligindo-lhes castigos severos. O provável, no entanto, é que estes choques violentos fossem sistemáticos e só ocorressem por imprudência nas relações de brancos e índios.
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No fim do século XVIII, o povoado tomara consistência, unificando-se mais ou menos para os lados do Córrego da Penha, já tendo início os arruamentos de “Sant’Ana”, do Rosário” e dos “Padres”.
Conhece-se a data da chegada de alguns dos moradores que, vindos depois dos irmãos Albanaz, fixaram-se nesse povoado; João Pereira da Silva chegou em 6 de junho de 1737; Antônio Pereira da Silva, em 20 de setembro de 1739; Antônio Lopes, padre Manoel do Rosário e João Ferreira Ramos, em 27 de abril de 1764. Pouco mais tarde, chegaram Francisco da Costa Lage e Francisco de Paula Andrade. Ainda por um antigo documento, sabe-se que a primeira mulher a chegar ao local foi a senhora Maria do Couto.
A essa altura, se construi uma capela, escolhida Nossa Senhora do Rosário como padroeira local.
Em 1827, o povoado já desenvolvido e livre dos ataques dos índios, pela chegada de um Destacamento chefiado pelo capitão Francisco Procópio de Alvarenga Monteiro, que os dizimara até a longínqua região de Ferros, recebeu a categoria de “arraial”, pertencente à vila Nova da Rainha (hoje, Caeté), e, na mesma época, elevava-se à freguesia.
A mineração do ouro entrou em declínio, o que não arrefeceu o impulso inicial da povoação, pois, ao brilho sedutor do ouro, sucedia uma nova riqueza mineral, menos bela e mais útil, o ferro.
Surgiram as primeiras forjas. Um dos pioneiros da nova indústria foi o fundador: Domingos Barbosa, que se instruíra a respeito em Mariana, sendo o primeiro construtor de forjas Manoel Fernandes Nunes. Não só se fundia o minério de ferro, como dele manufaturavam-se variados objetos, ferramentas e até armas, como as espingardas ali fabricadas e adquiridas pelo próprio Governo Real, que financiava as fábricas.
Em 1867, subia a 84 o número de forjas nas regiões de Itabira e Santa Bárbara, segundo afirma em um seu relatório o Conselheiro João Crispim Soares. Ainda hoje no local denominado Girau, no distrito da sede, persistem ruínas de algumas dessas forjas.
Daí para cá, o ferro tem sido o sustentáculo da vida econômica do município, jamais tendo cessado a extração do minério em escalas cada vez mais importantes. Saint-Hilaire, o ilustre visitante que percorreu o Brasil, afirmou sobre as reservas minerais de Itabira que bastavam por si sós para o suprimento integral de todo o mundo, por séculos. Suas serras, montes e picos de “hematita” e “manganês” dão imponente testemunho de suas riquezas, em muda concordância com a previsão de Saint-Hilaire. Modernamente, se admite existência de minerais atômicos na área do município.
O padrão econômico dos moradores foi sempre elevado em relação ao de outras zonas do Estado, permitindo às tradicionais famílias locais a construção de grandes residências em estilo colonial, que ainda hoje dão à cidade um aspecto senhorial e característico.
O centenário da elevação de sua sede à categoria de vila foi comemorado em 1948, com grandes festividades cívicas.
Formação administrativa
Distrito criado, com a denominação de Itabira de Mato Dentro, pelo Alvará de 25-01-1827, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, sendo subordinado ao município de Caeté.
Elevado à categoria de vila, com a denominação Itabira de Mato Dentro, pela Resolução de 30-06-1833, sendo desmembrado de Caeté. Tendo sede na antiga povoação de Itabira de Mato Dentro e constituído do distrito sede. Instalado em 07-10-1833.
Elevado à condição de cidade, com a denominação de Itabira, pela Lei Provincial n.º 374, de 09-10-1848.
Pela Lei Provincial n.º 384, de 09-10-1848, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de São José da Lagoa e anexado ao município de Itabira.
Pela Lei Provincial n.º 1.635, de 15-09-1870, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Carmo de Itabira e anexado ao município de Itabira.
Pela Lei Provincial n.º 1.758, de 01-04-1871, pela e Lei Estadual n.º 2 ,de 14-09-1891, é criado o distrito de Santa Maria e anexado ao município de Itabira.
Pela Lei Provincial n.º 2.876, de 20-09-1882, e pela Lei Estadual n.º 2 ,de 14-09-1891, é criado o distrito de Dionísio e anexado ao município de Itabira.
Pela Lei Municipal n.º 26, de 23-05-1894, e pela Lei Municipal n.º 214, de 07-09-1901, é criado o distrito de Aliança e anexado ao município de Itabira.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 o município é constituído de 5 distritos: Itabira, Aliança, Carmo de Itabira, Santa Maria, São José da Lagoa.
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de I-IX-1920 o município é constituído de 5 distritos: Itabira, Aliança, Nossa Senhora de Itabira, Santa Maria e São José da Lagoa. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pela Lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, é desmembrado do município de Itabira o distrito de São José da Lagoa, elevado à categoria de município com a denominação de Presidente Vargas. O mesmo Decreto altera os nomes dos distritos de Santa Maria para Santa María de Itabira e de Nossa Senhora de Itabira para Senhora do Carmo.
No quadro fixado para vigorar no período 1939 a 1943 o município é constituído de 4 distritos: Itabira, Aliança, Santa Maria de Itabira e Senhora do Carmo.
Pela Lei Estadual n.º 1.058, de 31-12-1943, o município de Itabira passou a denominar-se Presidente Vargas e o distrito de Aliança passou a chamar-se Ipoema. Ainda pelo mesmo Decreto-lei é desmembrado do município de Itabira o distrito de Santa Maria do Itabira, elevado à categoria de município.
Pelo Decreto n.º 2.430, de 05-03-1947, o município de Presidente Vargas voltou a denominar-se Itabira.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960 o município é constituído de 3 distritos: Itabira, Ipoema e Senhora do Carmo. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.
Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: Itabira. In: ENCICLOPÉDIA dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 1959. v. 25, p. 240-245. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv27295_25.pdf. Acesso em: fev. 2015.. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.
Fatos e datas
Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Itabira, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.
- 1720
Apesar disto, a tradição local dá o ano de 1720 como ponto de partida de sua história, iniciando-se com a aventura de dois mineradores que, encontrando-se no Itambé, e divisando ao longe a característica silhueta do pico mais tarde batizado de “cane”( em que em língua africana, significa “irmãos”), para lá se dirigiram, encontrando ouro nos ribeiros que desciam das encostas.
- 1737
João Pereira da Silva chegou em 6 de junho de 1737;
- 1739
Antônio Pereira da Silva, em 20 de setembro de 1739;
- 1764
Antônio Lopes, padre Manoel do Rosário e João Ferreira Ramos, em 27 de abril de 1764.
- 1827
Distrito criado, com a denominação de Itabira de Mato Dentro, pelo Alvará de 25-01-1827, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, sendo subordinado ao município de Caeté.
- 1827
Em 1827, o povoado já desenvolvido e livre dos ataques dos índios, pela chegada de um Destacamento chefiado pelo capitão Francisco Procópio de Alvarenga Monteiro, que os dizimara até a longínqua região de Ferros, recebeu a categoria de “arraial”, pertencente à vila Nova da Rainha (hoje, Caeté), e, na mesma época, elevava-se à freguesia.
- 1833
Elevado à categoria de vila, com a denominação Itabira de Mato Dentro, pela Resolução de 30-06-1833, sendo desmembrado de Caeté.
- 1848
Pela Lei Provincial n.º 384, de 09-10-1848, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de São José da Lagoa e anexado ao município de Itabira.
- 1871
Pela Lei Provincial n.º 1.758, de 01-04-1871, pela e Lei Estadual n.º 2 ,de 14-09-1891, é criado o distrito de Santa Maria e anexado ao município de Itabira.
- 1882
Pela Lei Provincial n.º 2.876, de 20-09-1882, e pela Lei Estadual n.º 2 ,de 14-09-1891, é criado o distrito de Dionísio e anexado ao município de Itabira.
- 1885
“Descobriram-se, em 1698, as Minas Gerais, (sic) as do Ouro Preto, as do Morro, as do Ouro Branco, as de São Bartolomeu, Ribeirão do Carmo, Itacolomi, Itatiaia, Itabira”, escreve Rocha Pita, em sua “História da América Portuguesa”, citada por Francisco Ignácio Ferreira, em seu “Dicionário Geográfico das Minas do Brasil”, edição de 1885.
- 1894
Pela Lei Municipal n.º 26, de 23-05-1894, e pela Lei Municipal n.º 214, de 07-09-1901, é criado o distrito de Aliança e anexado ao município de Itabira.
- 1938
Pela Lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, é desmembrado do município de Itabira o distrito de São José da Lagoa, elevado à categoria de município com a denominação de Presidente Vargas.
- 1943
Pela Lei Estadual n.º 1.058, de 31-12-1943, o município de Itabira passou a denominar-se Presidente Vargas e o distrito de Aliança passou a chamar-se Ipoema.
- 1947
Pelo Decreto n.º 2.430, de 05-03-1947, o município de Presidente Vargas voltou a denominar-se Itabira.
- 1948
O centenário da elevação de sua sede à categoria de vila foi comemorado em 1948, com grandes festividades cívicas.
Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.
Curiosidades
- Altitude
A sede do município fica a 794 metros de altitude, segundo o Wikidata.
- Patrimônio
7 lugares do município aparecem no Wikidata com algum tipo de proteção de patrimônio.
Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.
O que ver e fazer
Sugestão de roteiro com 12 lugares de Itabira registrados no Wikidata. A ordem segue a proximidade, não uma avaliação de pessoas.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora da SaúdeIgreja
- Memorial Carlos Drummond de AndradeMuseu
- Conjunto Arquitetónico e Paisagístico da Central Hidroelétrica Ribeirão São JoséCentro histórico
- Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Ipoema (Itabira)Igreja
- Capela São José do MacucoIgreja
- Área de Proteção Ambiental Morro da PedreiraÁrea de proteção ambiental
Lugares do Wikidata (CC0), de tipos como igrejas, museus, praças, monumentos, parques e cachoeiras, com artigo na Wikipédia, foto ou proteção de patrimônio. Não há horários, preços nem avaliação de acesso: confirme na prefeitura antes de ir. Distâncias em linha reta, não de estrada.
Quem nasceu aqui
O Wikidata registra 16 pessoas nascidas em Itabira. Estas são as 12 com maior presença nas Wikipédias.
Lista do Wikidata (CC0), por local de nascimento declarado. Pode conter erros de cadastro e não é uma lista completa nem uma escolha editorial do site.
Onde fica
- Estado
- Minas Gerais (MG), região Sudeste
- Mesorregião
- Metropolitana de Belo Horizonte
- Microrregião
- Itabira
- Região imediata
- Itabira
- Código IBGE
- 3131703
- Coordenadas
- -19.6189, -43.2269
- Capital
- Belo Horizonte, a cerca de 82 km em linha reta
- Aeroporto
- Aeroporto Internacional Tancredo Neves (CNF), a cerca de 78 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports
Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.
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Sobre estes dados
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- População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
- História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
- Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
- Aeroportos: OurAirports (domínio público).
- Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
- Dados reunidos em 21 de out de 2026.
Foto: Josue Marinho (CC BY 3.0), via Wikimedia Commons.